Para ler minha carne

Bloody_Mary,_On_a_Bed_of_Nails
Bloody Mary, On a Bed of Nails, by Caros Ostos Sabugal

“Aquele velho foi ali pra ler minha carne. Parecia odiar minha existência. Desde a hora em que o vi na jogatina senti isso no olhar dele. Lá em casa ele não tinha rosto, mas seu ódio estava na voz, porque – fiquei me contorcendo na cama, remoendo tudo isso –, na certa, eu trazia na carne a memória atávica de um paraíso traído, de uma lascívia fundamental; porque minha culpa era, talvez, a espinha dorsal da minha existência”.

Dênisson Padilha Filho. Feito uma tonta. In, O herói está de folga (Kalango, 2014, contos).

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