Sua efígie me queima

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Não sei se gosto dele porque, desde cedo, sou Quixote, ou se gostando dele desde cedo aprendi a fazer caminhos mais insólitos.
A verdade é que Ariano e Elomar sempre me encorajaram; o segundo, mais de perto. Sentia-os, no começo, como dois marechais de guerra, e eu infante, escudeiro e, mais velho, cavaleiro.
Eles de lá me encorajando com suas insígnias de fogo e sangue, sangue e faca, faca e couro, couro e dragões, panteras e cavalos; e eu de cá seguindo, acreditando ser possível que lá na frente esteja um helenismo feito de nossas cores, um mundo belo, só feito de verbos delirantes, ciranda e forria.
Ariano me ensinou a bater no peito e dizer,” sou nordestino”. Obrigado por isso, mestre
Vá em paz, cavaleiro Suassuna.
E que Deus o tenha em Sua guarda.

A gente só se deixa vencer, se a gente for subornável (Ariano Suassuna, 1927-…).

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