Às margens da estrada

Lovely_sky - Cópia

O Sol ali era inocente, às margens da estrada as casinhas parecem caixinhas, cheias de lavradores ingênuos e suas famílias. Você vai andando e se lembra dos quadros da juventude. Não fazia mal trocar de ônibus em plena madrugada, numa estação perdida na rodovia, e seguir conhecendo pessoas. A velha utopia do oeste libertador, a velha ideia do desprovimento como falta de saída e, ao mesmo tempo, saída para a liberdade.(…) Seus dias voaram, como uma asa que se solta do inseto e é levada, sem obstáculo, ao sabor de um vendaval.

Dênisson Padilha Filho. Onde demora aquele fogo dos teus olhos?, In O herói está de folga (Kalango, 2014, contos).

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