Minientrevista com os editores da Penalux.

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Em minientrevista para o blog, os editores da Penalux , Wilson Gorj e Tonho França, falam sobre a editora, mercado editorial no Brasil e os critérios de publicação da empresa. Confira!

1) Como é ter uma editora jovem hoje no Brasil?

E.P.: Sobretudo, é um desafio. Não apenas como forma de tornar nossa marca conhecida e respeitada, mas também é um desafio manter a editora funcionando como um negócio economicamente saudável. Nesse ponto, é uma atividade extremamente desgastante. Temos de estar em constante estado de vigília, porque o fluxo financeiro é muito oscilante (há livros que empatam, outros que dão prejuízo). Às vezes, também, é um pouco ingrato porque, a despeito de todo o trabalho que temos feito, raras vezes a Penalux é citada em matérias sobre pequenas editoras expoentes no mercado editorial. Por outro lado, o que nos conforta e estimula é saber que estamos crescendo em termos de qualidade no catálogo. Quem acompanha nosso trabalho tem notado isso e muitas são as pessoas (autores, leitores e profissionais do ramo) que têm nos dado apoio e incentivo.

2) Qual a imagem que a Penalux quer passar para o público? Como isso se reflete no catálogo da editora?

E.P.: A imagem de uma editora ousada, criativa e, principalmente, flexível. Nosso catálogo abrange uma gama eclética de gêneros e estilos, haja vista os diversos selos editoriais que segmentam nosso catálogo. Damos espaço para jovens talentos ao mesmo tempo que temos acolhido autores experientes, muitas vezes vindos de outras editoras, não raro maiores que a nossa. Isso, sem dúvida, é também reflexo do trabalho que estamos fazendo no campo das traduções (já publicamos Henry James, Artur Machen, M.R. James e Edith Wharton) e na publicação de autores estrangeiros, como o poeta argentino Rodolfo Alonso, o escritor angolano Gociante Patissa e, mais recentemente, a poeta moçambicana Hirondina Joshua.

3) Por que a Penalux decidiu publicar Eram olhos enfeitados de Sol (Editora Penalux, 2017, novela), de Dênisson Padilha Filho?

E.P.: Não é segredo que a Penalux tem interesse na literatura baiana, pois há tempos acompanhamos com admiração a produção literária da terra de Jorge Amado, tanto na prosa quanto na poesia. Em nosso catálogo consta mais de uma dezena de autores baianos. Da nova safra de escritores da Bahia, Padilha certamente é um dos nomes que se destacam (opinião não apenas nossa, mas de muitos outros autores). A ficção desse autor tem força e qualidade literárias, que para nós, editores, reforça o sentimento de que estamos no caminho certo nessa busca de consolidar um catálogo cada vez melhor.

Eram olhos enfeitados de Sol (Editora Penalux, 2017, novela) tem lançamento marcado para julho, em Salvador, em local e data a serem divulgados.

 

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